Por Julie Maria
Demorou anos para que eu pudesse me olhar no espelho e me achar bonita em roupas sem ser coladas, decotadas, ou simplesmente roupas que não eram chamativas. Mas se eu cheguei a ver isso, então qualquer mulher pode!
É uma experiência única quando acontece a nossa “conversão” neste campo. Mesmo estando ainda no inicio da caminhada – de ser a mulher que Deus deseja – a mudança no meu vestir foi de fato algo como aqueles “antes e depois” que vemos nas revistas de corte de cabelo. Por que? Porque a mudança no meu guarda roupa foi consequencia da mudança interior, mudança que é antes de tudo, uma graça de Deus.
Até hoje (e como disse, estando ainda no inicio desta caminhada) passei, ou melhor, Cristo me permitiu passar por várias etapas. Cada vez mais me assombro com Sua paciência e delicadeza em me esperar até me mostrar o “próximo passo”, e lógico, com avanços e retrocessos, porque geralmente não somos dóceis a Ele como deveríamos. Ser dócil a Cristo iria nos ajudar muito, e talvez eu não precisasse de 8 anos para ver como vejo agora. Talvez, só alguns meses, ou dias, mas com meu coração duro…
Quando caíram as escamas de São Paulo, ele pôde ver a realidade com o mesmo olhar de Cristo. A realidade (exterior) não mudou. Damasco continuava igual. Mas ele mudou e isso é a conversão: ver com os olhos de Cristo. É a realidade interior que nos dá novos critérios para o viver, a tal ponto que possamos dizer, junto com o Apóstolo, “a realidade é Cristo… é Cristo que vive em mim”. Assim como São Paulo foi ao deserto, continuar e aprofundar a experiência do encontro com o Ressuscitado, de alguma forma, se queremos ser a mulher que Deus deseja, deveríamos também ir ao “deserto”. Em que sentido?
Bom, a maioria de nós não pode ir ao deserto físico, onde os monges fizeram a grande experiência com Deus, mas deveríamos nos forçar, nos violentar – diria São Paulo – para passar por um “deserto” com o objetivo de despoluir nossa visão daquilo que constantemente nos dizem que é “bonito” e “feio”. Isso implica deixar de ver a moda das revistas, da TV, das ruas, dos desfiles, das atrizes, do cinema e aceitar ficar “cega” por um tempo.
Explicarei melhor: vivemos, como no tempo de São Paulo, numa comunidade paganizada. Os católicos são a maioria em número, mas vivem como os “pagãos”, pois longe de ser fermento e sal, se deixaram contaminar por tudo o que a sociedade pagã impõe. Eles não são instrumentos de Deus para melhorar e elevar os costumes, são os primeiros escravos a se submeter aos critérios anti-Evangelho. E a mulher é um alvo constante deste neo-paganismo, que tem vários adeptos, pois eles sabem que destruindo a mulher destroem toda a sociedade.
Então de tanto nos mostrar que vestido colado, blusa decotada, mini-saia, roupa transparente e calça jeans é a maneira de nos vestir, acabamos pensando que isso deve ser verdade. É a tal da lavagem cerebral. É uma maquinação feita com alta produção e marketing para mostrar o feio como belo, a força de repetição.
Então ir ao “deserto” significa nos policiar de tantas imagens contrárias à dignidade da mulher que se nos impõe como “único modelo válido para ser bonita”. Mesmo aquelas mulheres que se acham mais “independentes” são vítimas desta ditadura fashion que busca uma homogeneização de todas nós.
Quer um exemplo?
Olhe as capas de qualquer revista feita para mulher dos 3 últimos anos, uma atrás da outra, e leia o que em cada uma delas nas capas: você se sentira como eu quando fiz isso: se sentirá enganada. Uma e outra vez, repetem a mesma coisa, o mesmo clichê, a mesma modelo, a mesma pornografia, a mesma idéia reduzida da sexualidade, o mesmos 10 segredos de prazer, os mesmos 5 passos para o sucesso… e sim, a única coisa que mudou é que usam mais photoshop! Isso se chama lavagem cerebral. Não adiante mudarem as cores, o estilo: a podridão que está lá não muda. Fomos criadas para coisas belas, belas de verdade! E alegria verdadeira, não uma alegria falsa que só existe no papel.
A vocação da mulher é alta. Alta demais: “Reconhece tua dignidade e viverás como Deus planejou. Assim serás realizada”. Foi isso o que eu escutei no coração e é isso que eu transmito para cada um de vocês que está lendo parte da minha história. O resto é blá blá blá, não para boi dormir, mas para você gastar seu tempo, dinheiro (até se individar!), sonhos e sua vida nestes mentiras hipócritas.
Cada uma terá que descobrir, à luz da conversa com Cristo, como se fará este deserto. Eu vou contar a minha experiência, pois pode ser útil para alguma de vocês, ou porque a partir disso, vocês serão inspiradas a outras formas de “deserto”. E se puder compartir comigo, via comentário ou email, serei muito grata. (modaemodestia@gmail.com)
Lembro que o “deserto” do qual falo aqui não é a meta final, é o “meio” para a meta. Quando os monges iam ao deserto, ele não iam buscando o deserto e sim a Deus, iam buscando encontrar o sentido mais profundo para sua existência. Mas o deserto era o meio para chegar à meta, o próprio Deus. Da mesma forma, o “deserto” que convidamos cada uma viver não é o fim em si mesmo. A meta é clara: ser a mulher que Deus quer que sejamos! Mas para isso é imprescindível o deserto.
O meu deserto exigiu de mim três atitudes até que eu pudesse ter auto-domínio sobre isso (o que aconteceu progressivamente, e não como passe de mágica, e sim como fruto da graça divina e do que eu me vi chamada a fazer). Repito mais uma vez: cada uma, em oração, saberá o que nosso Senhor lhe pedirá para que, através de um “deserto” possamos ir recobrando a visão de Deus sobre nós, sobre nosso corpo, nossa sexualidade e consequemente gerando mudanças bem concretas no nosso guarda-roupa! Quanto mais dócil somos, mais rápido e fácil será.
Para mim foi necessário:
1) Deixar de olhar as capas das revistas de moda (e logicamente de comprá-las)
2) Deixar de olhar vitrines nas lojas ao andar na rua
3) Ir a um extremo e usar roupas literalmente feias para purificar-me (pelo menos um pouco!) de todas as vezes que eu profanei meu corpo, templo da Santíssima Trindade
Pode parecer exagerado ou meio ridículo, mas este foi o caminho que Deus me conduziu para começar esta linda aventura de “ter os seus olhos” e voltar a olhar com pureza o outro e também querer ser motivo de pureza para o sexo oposto. Lógico que “não está tudo feito”. A caminhada é até o fim, a luta até o ultimo suspiro antes da morte, mas existem sim estágios, e estes foram os meus primeiros estágios. Talvez, eu contando um pouco da minha história fará mais sentido porque Deus usou esta pedagogia comigo!
Quando as minhas escamas caíram eu tinha 23 anos. Tinha trabalhado como modelo especialmente no ano de ‘96, em uma capital desfilando para grifes conhecidas. Eu era tão apaixonada pela moda, que voltando dos EUA em ‘94 fui capaz de pagar excesso de bagagem para trazer as revistas de moda que haviam por lá, mas que não chegavam aqui! Não irei contar meu encontro com Cristo, que aconteceu no Jubileu do ano 2000, pois não é o espaço adequado, mas como disse, foi a partir do encontro com Ele que as escamas caíram, e um dos pontos mais afetado por isso foi minha relação com a moda.
Eu percebi então que tinha profanado meu corpo desde os 16 anos com meu modo de vestir; percebi que, com meu critério de chamar atenção dos homens, tinha me vendido a modismos e me tornei ocasião de pecado para muitos deles, além de me desvalorizar como mulher e filha de Deus. Parece que, mesmo quando eu sentia que estava “exagerando”, eu tentava me desculpar, dizendo “todo mundo usa, porque eu não posso”? Na verdade estava longe, bem longe, de compreender o que o Papa Pio XII disse um Congresso de Moda, em 1957:
“Um estilo nunca deve ser uma ocasião próxima de pecado”
“Neste assunto – a pureza – não existe severidade que possa ser tida como exagerada”. [1]
Parece que eu fazia justamente o contrário: todos os meus estilos eram ocasião de pecado. Bom, entrando neste tema, devo fazer um parêntesis para explicar um pouco porque nós, mulheres, devemos ter muitíssimo cuidado com o que vestimos, já que existe na “mentalidade feminista” um falso grito de liberdade que diz mais ou menos assim: “sou livre, o corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser… e não tenho que me preocupar com ninguém!”. Mas não foi para esta liberdade que Cristo nos libertou! Foi para nos fazer servos uns dos outros e nos tornar não pedra de tropeço, mas alter Christus para o nosso próximo. Nós, mulheres, por natureza, temos esta missão que nos vem do próprio Deus: somos responsáveis pelo outro, e temos isso muito mais presente e forte em nós que o homem. Somos assim, chamadas a cuidar do outro, e isso inclui antes de tudo, a cuidar da sua salvação eterna. Longe disso nos escravizar, nos liberta: nos realizamos como mulher ao cuidar dos outros, pois temos a exigente missão de educar o ser humano, desde berço. Então, se a nossa natureza feminina tem algumas qualidades únicas, a dos homens tem outras. Quem não reconhece que o homem é um sexo forte fisicamente. Não é tão bom quanto estamos carregando uma caixa pesada e vem um amigo e diz “quer ajuda?” Que alivio! E ele na maior tranqüilidade leva aquele peso! Deus o fez assim por uma razão muito, muito especial: ele é criado para ser o nosso protetor e guardião, e mais: ele é criado para ser o chefe da sua família! Chefe fracote não dá, né? E eu não estou falando de músculo, estou falando de natureza humana masculina. O homem é mais forte. E que bom que seja assim! Deus assim o quis!
E, nós, mulheres? Nós fomos criadas por Deus para ser feminina, com tudo o que isso implica. Começando por aquilo que é mais óbvio, e que no entanto tentam aniquilar: o corpo da mulher é todo oval, pois está preparado para participar do acontecimento mais belo que existe no mundo: o de ser mãe. A mulher “pela sua natureza física é o próprio vaso da vida. Por isso, toda mulher – devido a sua natureza feminina dada por Deus – tem um certo mistério e sacralidade, que é sua habilidade de cooperar com seu marido e com Deus na sacralidade da criação. Quão apropriado que o sublime e inspirador privilégio da mulher seja reconhecido pelo uso do véu! Este é um costume cheio de significado que infelizmente hoje em dia foi deixado de lado por muitas mulheres da Igreja.”[2]
“Dado que o ensino da tradição Católica sobre modéstia na área da sexualidade requer que a mulher oculte mais seu corpo que o homem, algumas pessoas católicos pensam que isso significa ser injusto com a mulher. Mas mesmo que o ensino da tradição Católica na área da sexualidade seja mais exigente para a mulher, ele não é injusto. Assim como a mulher é o sexo mais fraco na área do poder físico, o homem é o sexo mais fraco na área da sexualidade (no sentido de que o homem é mais propenso a um despertar sexual imediato). E assim como é errado para o homem que ele use seu sua força física para dominar sobre a mulher, é errado para a mulher usar suas características femininas do seu corpo para dominar o homem” [3].
Por isso, o que nos parece até “normal” no nosso vestir (de tanto que vemos por aí – pela força da repetição como falamos antes), não seria normal se pudéssemos estar na pele de um homem. Precisamos ter, mais que nunca, um autêntico amor por ele, para que tenhamos sempre em mente esta sua fraqueza (não por culpa sua), e ter a intenção de elevá-lo para viver o amor também de maneira completa e conforme a sua dignidade. As esposas terão que, na hora do encontro amoroso com o Pai, pode dizer referente ao homem que Deus lhe confiou: “eu te devolvo o meu esposo… como uma pessoa bem melhor do que quando eu o conheci!” E isso é um ato de amor: fazer tudo para que a pessoa cresça como homem, i.e, como filho de Deus chamado à santidade. E as mulheres solteiras ou religiosas deverão apresentar todas as pessoas que passaram por sua vida a Deus, com a paz interior de ter ajudado a todos e encontrarem Aquele que dá o sentido da nossa existência.
Uma maneira bem fácil de elevar o homem é nos vestindo bem, i.e, de maneira digna. Sem dúvida é um aprendizado que devemos estar dispostas a percorrer, e sempre contando com a graça divina: só Deus, em última instância, pode nos dar a graça da conversão, de olhar como Ele olha; de querer ser pura; de querer ser bela aos seus olhos (que não é o mesmo que ser “bela” aos olhos do mundo!), de aceitar o “deserto do olhar”, e de ser ocasião de elevar ao outro, nunca o contrário.
“O feminismo radical (que é contra a mulher!) insiste em que se um homem tem pensamentos imorais por causa da maneira em que a mulher está vestida, é problema dele, não dela. Mas contrariamente ao que estas militantes alegam, homens e mulheres são diferentes, O homem pela natureza, é mais inclinado a reações sensuais através do estimulo visual, e quando a mulher se veste de maneira provocativa ela carrega algo da responsabilidade, se sua imodéstia leva a membros do sexo oposto a ter pensamentos imorais.”[4]
Vamos deixar a teoria e ir para a prática. Vamos entrar num tema polêmico e por isso peço paciência e docilidade das mulheres que desejam descobrir e viver o único plano que pode trazer a sua realização: o plano de Deus!
O que acontece com um homem ao ver uma mulher vestida de calça jeans? Sabemos que a calça jeans é uma peça recente do guarda-roupa (apenas no sec. XX seu uso foi generalizado), tanto para homem como posteriormente para de mulher. Por 1500 anos as roupas eram túnicas e véus. Uma das primeiras propagandas da Levis é um homem com a calça ajudando com sua força uma senhorita com algo pesado! Não iremos fazer uma historia da moda aqui, mas pensem nisso: por 1500 anos a túnica e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer classe social, raça, idade ou religião no Ocidente. Quando ela começou a se popularizar, rapidamente pesquisas de marketing foram realizadas para ver qual a reação do homem frente a uma mulher usando calça. Você sabe o que eles descobriram? Usando uma tecnologia recém-desenvolvida, eles acompanharam o caminho que os olhos do homem percorrem quando vêem uma mulher vestida com calças. Eles descobriram que quando o homem olha para uma mulher de calça pelas costas, eles olham diretamente para suas nádegas. Quando ele olha uma mulher vestida de calca pela frente, os anunciantes descobriram que seus olhos vão diretamente para a área mais íntima e privada da mulher. Não seu rosto! Não seus seios!”[5]
“Os anunciantes se deram conta há muito tempo atrás como aplicar a psicologia Gestalt e a Lei do fechamento (Law of Closure) e a Lei da Boa Continuidade (Law of Good Continuation) ao criar publicidade que tem como alvo o homem. Ótimo, e o que isso significa? Significa que seus olhos irão seguir uma linha, e ele irá completar a imagem com sua imaginação. …Os olhos dos homens irão seguir as linhas até o fim de suas persas e terminar a imagem em sua imaginação. Os olhos das mulheres podem fazer o mesmo, mas, pelo fato da mulher não ter o mesmo tipo de tentação, sua imaginação não completa a figura da mesma forma que os homens fazem[6].”
Muitos homens escreveram pra a autora que publicou esta informação confirmando tudo isso, e diziam “não precisar destas pesquisas para ter certeza que é assim” (corrigir). Eles olham mesmo sem querer: “eles olham uma mulher vestida de maneira provocativa e automaticamente seu sistema nervoso dispara. Os hormônios se afloram. Não porque eles querem, mas porque seus corpos automaticamente soltam hormônios que causam este despertar. Deus os deu esta reação para assegurar a sobrevivência da raça humana, mas eles devem controlar-los e usá-los para o propósito que Deus os criou. A meta da nossa vida é que é assegurar que nós iremos dominar as paixões, de forma que elas possam ser úteis a nós. Por isso eles não podem controlar que o despertar aconteceu, mas eles devem controlar como eles irão responder por isso”[7].
E nós, mulheres, o que temos a ver com tudo isso? Já falamos, mas iremos repetir: temos obrigação de nos vestir, se é que amamos as pessoas como Cristo exige aos seus discípulos, de tal forma que jamais sejamos ocasião de pecado para o outro: noblesse oblige. Somos filhas de Deus, e não existe nobreza mais alta do que esta! Somos todas filhas do Rei!
“As modas de hoje estão todas moldadas para destruir a sensibilidade feminina pela dignidade do seu sexo.[8] Uma profunda tristeza nos abate quando olhamos para a mulher do Ocidente andando praticamente nua… não há duvida, um mentor iniciou durante estas décadas modas que tem como objetivo destruir a modéstia feminina”.[9]
“Nossa cultura está afundada em confusão e escuridão moral, com “cegos guiando outros cegos”! Pessoas com autêntica fé cristã deve se elevar no meio de todos esses erros e sensualismos. Nós temos que nos elevar a um alto nível de vida e cultura nos vestindo com dignidade”.[10]
Como nos elevar? Através de uma autêntica Revolução da Moda. Para isso precisamos unir um grupo de mulheres católicas que, reconhecendo sua altíssima vocação, sejam exemplos em suas famílias, com amigos, na Igreja e possam inspirar a outras a começarem o seu processo de aprendizado: voltar a ser feminina! Nenhum processo está “finalizado”, sempre estaremos aprendendo alto até o último suspiro, mas existe um arranque, um pulo por assim dizer, e para isso é preciso ser fermento, quero dizer, feminina sempre e em todo lugar! Se a mudança é vista pelos outros pela mudança do nosso vestir, antes com certeza ela aconteceu no nosso coração!
De fato, se a primeira etapa é a do “deserto” (purificar o olhar como forma de purificar o coração) a segunda etapa – e mais importante – é ver coisas que são realmente belas: por isso precisamos com urgência encontrar estilistas, costureiras, empresárias do mundo da moda que, sendo católicas, estejam dispostas a unir seus talentos e oração nesta nova revolução.
O que estamos esperando? Temos tanto o que fazer!
Que Nossa Rainha Puríssima nos guie, ajude e inspire! E que São José, seu guardião seja também o nosso!
[1]Pio XII, Sacra Virginitas, n. 51
[2] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 30
[3] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 23. Fr. Regis Scanlon, O.F.M., Homiletic and Pastoral Review, Nov. 1988, quoted in Bainbridge, op. cit.
[4] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37: Patricia Pitkus Baingbridge, M.A., “It´s Not a Big Deal… Or Is It?” in Life Mtters, Vol. III, no. 12, Sep. 2004
[5] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg 49
[6] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 59, 50
[7] Cf. Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 22, 23, 49,50.
[8] Sexo significa, antes de tudo, o ser criado como varão ou como mulher.
[9] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37:
[10] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 51


Olá, Julie!
Adorei este seu texto e saiba que é muito bom ler algo assim de uma mulher. Digo isso no sentido de que muita coisa escrita por mulheres – e para mulheres – hoje em dia é de qualidade muito ruim, de que são exemplos as revistas “femininas” mencionadas por você.
Vou citar o caso das minhas irmãs, devotas católicas, cumpridoras de seus compromissos com a Igreja. Mas, infelizmente, ainda não largaram a Marie Claire e outra de cujo ome não me recorda (acho que é Cláudia ou Nova …).
Já dei uma folheada nessas revistas, principalmente nas matérias que elas pretendem mostrar com seriedade. Ficam só na pretensão, mesmo, em particular quando o assunto é sexo. Quem se dispuser a ler uma dessas matérias, procure atentar para a abundância de verbos no imperativo. É uma avalanche de “faça”,”não faça”, “experimente”, “tente” , etc. A manipulação, para mim, é bem clara.
E além do mais, é uma coisa muito física. As revistas “femininas” parecem tratar as mulheres como meros corpos sedentos de prazer físico, como se nada mais importasse ou importasse muito menos.
Gostaria, ainda, de frisar a sua idéia de liberdade – a verdadeira liberdade – que coincide com a minha. Criou-se na mentalidade moderna uma noção falsa do ser livre, quando, de fato, o que ocorre é o indivíduo – homem ou mulher – tornar-se preso a inúmeros ditames modísticos ou comportamentais (não os naturais que você cita no texto, evidentemente). É uma ilusão, certamente.
Sobre a calça jeans, uma amiga certa vez me falou que as calças (em geral) para as mulheres representaram maior liberdade porque lhes deu a possibilidade de não se preocupar com a postura ao sentar-se, deixando-as mais à vontade, ao contrário de saias ou vestidos que ensejariam mais atenção. O que você acha dessa afirmação (ainda não abri o link que você disponibilizou)?
Outra vez, foi uma prima minha, que numa discussão (amigável) que travamos, assegurou que não existe essa de vestir para provocar. Tudo começou quando vimos uma garota com uma saia curtíssima, das que se levantar um pouquinho o braço ou a perna, já viu …
Por último, permita-me concluir a partir de minha impressão masculina: não há a menor necessidade de a mulher se despir – quer dizer, usar roupas mínimas – para atrair a atenção de um homem sério e bem intencionado. Você está certíssima: a beleza externa independe de roupas chamativas e se conecta com a beleza interior, em especial quando esta é condicionada pelo amor a Deus e a dedicação religiosa.
Abraços
Caríssima Julie Marie,
Maravilhosa a sua matéria sôbre a mudança que deve haver na nossa sociedade,para que a mulher seja mais valorizada nêstes tempos.
Eu concordo com tudo o que está escrito.
É o que eu penso também.
Muito obrigada.
Obrigada Brigida, vamos manter contatos e assim revolucionar esta moda!
PAX
JM
Julie,
Na qualidade de representante do gênero masculino, tenho apenas uma palavra a lhe dizer: SHOW!
Olha, tenha muita esperança com suas parentes. A luz quando vem do alto é impressionante! Eu era literamente viciada em Capricho… tinha que esperar na banca às vezes de tanta agonia para ler.. “as mesmas coisas” rs.
Quando o coração se abre (e no meu caso foi só Deus mesmo pois eu nem pensava em mudar nada da minha vida!) de um dia para o outro estas revistas perdem totalmente valor: se tornam o que são: vendedoras de ilusões e falsificações….
Ah, tem mais, se Deus permitir que nós tenhamos uma revista verdadeiramente feminina… fica mais fácil comparar o banquete do lixo que nos oferecem!
Reze amigo, estou rezando por você também como combinamos! Temos muito o que fazer. Deus seja louvado pela Sua Obra!
Julie Maria
Deus seja louvado irmão… que Ele possa nos usar como instrumentos enferrujados Dele! Sempre! Até o último suspiro…
PAX
JM
Julie,
Acho que ao invés de abolir as calças (sendo elas jeans ou não), as mulheres poderiam colocar mais uma adereço nelas.
Como esse, por exemplo:
http://img156.imageshack.us/img156/5383/302606001.jpg
Além de ficar mais elegante, dá “uma cobertura a mais”, evitando assim “olhares curiosos”. Já que muitas mulheres se sentem mais confortáveis de calças.
É apenas uma opinião e uma sugestão.
A paz!
Querida Danielle,
obrigada pelo comentário, que nos dá possiblidade de continuar com este assunto tão importante.
Antes que nada gostaria de saber se já leu com carinho a notificação do cardeal Siri sobre a veste de calça pelas mulheres. Está aqui:
http://juliemaria.wordpress.com/2009/03/26/notificacao-concernente-as-mulheres-que-vestem-roupas-de-homem/
De fato, num primeiro momento, parece que poderíamos encontrar algo intermédio entre calça e saia (como você indica no link), já que esta peça virou tão básica que custa imaginar nosso guarda roupa sem ela! No entanto, a calça é uma roupa que masculiniza a mulher, mesmo com o adereço e fere o dom da diferença da feminilidade e masculinidade que o mesmo Deus quis ao crirar o varão e a mulher em igual dignidade e ao mesmo tempo, diferentes e complementários em todos os outros aspectos, como o psicológico, físico, emocional, etc.
O Cardeal nos ensina razões profundíssimas sobre esta veste para a mulher. Justamente pelo perigo moral e pscicológico (gerando consequências primeiro na criança, na família e depois em toda a sociedade) o “conforto” não poderia ser o primeiro ou único critério para a mulher continuar usando a calça. Como pessoas estamos chamados a escolher tendo em vista o bem do próximo, e a salvação do meu irmão é um bem que, caso seja necessário algum sacríficio, devo fazê-lo por amor e com alegria.
Numa “simples” peça de roupa está em jogo muito mais do que imaginamo… de fato, parece até “exagero” estarmos dando atenção para uma “peça” quando existem problemas tão mais graves… e no entanto não tenho dúvida que quando a mulher voltar a ser feminina em todos os aspectos, muitos destes problemas diminuirão, pois ela é responsável no plano de Deus “pelo ser humano” e parece que ela deixou essa missão por algum tempo… O cardeal diz que quando vemos uma mulher com calça devemos imaginar não uma mulher mas a “humanidade” inteira! Esta frase me faz meditar…
Estou estudando a história da calça jeans e as suas propagandas. É algo assustador. Espero fazer um documentário sobre isso algum dia. Ela mostra como uma peça sim tem um “poder” que não imaginamos…
Por último, gostaria de deixar meu testemunho sobre isso. Usei calça até poucos anos atrás. Fazia exatamente dois anos que não colocava uma e para tirar uma foto de “antes e depois” coloquei uma calça que ainda eu tinha guardada. O desconforto foi total! Era uma calça Lee, jeans com lycra. Como me acustumei com isso antes – me perguntei – e como achava que ela era mais confortável do que saias (eu dizia exatamente isso!)? Ela gera até problemas de saúde na mulher!!! Te digo que a solução são saias debaixo do joelho e soltas. E para não pensar que estou imaginando calças para “senhoras”, envio este link para que você possa conferir algumas saias
http://picasaweb.google.com/modaemodestia/Saias#
E por último… ainda sobre o “conforto”… a calça permite sim “sentar de qualquer jeito”… mas este sentar de qualquer jeito não dignifica a mulher. Então voltamos à pergunta: qual o plano de Deus para a mulher e como ela pode realizar ele de forma que a dignifique, reconstruindo assim a família e a sociedade?
Dani, é uma alegria tão grande, tão profunda esta mudança no guarda-roupa (que no meu caso foi entre progresso e retrocesso) que não tenho medo de dizer para as mulheres que gostam de calça: experimenta saia.. comece uma vez por semana! Aos poucos vamos redescobrindo que é tão mais lindo, mais belo, mais gratificante ser feminina – também no exterior! – que realmente nos chama a incendiar o Brasil com este novo movimento: Moda e Modéstia!
PAX
Julie Maria
Julie Maria,
parabéns pelo seu trabalho…
Não me canso de ler e apreciar seus artigos.
Que os méritos da Santíssima Virgem Maria possam sempre te conduzir inspirando-lhe bons propósitos.
*fico muito feliz de ler tudo isso de uma mulher, trabalho em uma revistaria, e vejo as novidades que lhas interessam… é lastimável
A paz!
Caro Luzimar,
Obrigada pelo comentário. Você trabalha em uma revista? Eu sonho em ter uma do nosso estilo: Moda e modéstia!
Já deu uma olhada no novo blog: modaemodestia.wordpress.com É uma tentativa de sair da teoria e ir para a prática.
Temos que ir purificando a nossa visão com as capas das revistas que estão por aí. Sei que parece um sonho impossível mas temos a Rainha, os anjos e todas as santas e santos do nosso lado
E as mulheres, lá no fundo… querem ser belas de verdade e são apenas vítimas desta ditadura.
Uma por uma vamos com calma plantando a semente da modéstia no coração e a uma verdadeira revolução irá acontecer!
Como parei com meu blog, peço que visite os outros que deixe como links!
PAX e vamos manter contatos… quem sabe ainda trabalhamos juntas?
Julie Maria,
gostei de ver as respostas afirmativas masculinas também.
Graças a Deus você está no caminho certo para mudar a lavagem cerebral que foi feita nas mulheres em geral.
Você é uma chama que está iluminando.
Vamos em frente!
Também gosto da regra beneditina,pois agora eu estou no verdadeiro “ora et labora”.
Deus a abençoe!
Pax!
Brigida Maria.
Estimada Brígida, os homens são os primeiros a nos apoiar. Eles estão realmente cansados desta “caricatura” de mulher-objeto que tentaram nos fazer engolir por décadas. Eles quem que sejamos femininas, assim como nós desejamos que eles sejam masculinos: eis a beleza e alegria quando vivemos o plano de Deus!
Estamos com um grupo virtual moda e modéstia que compartilhamos estes assuntos, você não gostaria de participar?
Abraços
JM
Julie Maria
Primeiramente deixe-me cumprimentá-la pelos artigos que edificam as já convertidas e ajudam em uma possível conversão.
Descobri o seu blog ontem e já estou apaixonada tanto com o conteúdo como por você.Sua história de vida me surpreendeu e me emocionou,pois todas as palavras que disse são exatamente o que eu poderia dizer.Vejo em você um exemplo a ser seguido.Conheço as dificuldades de uma mudança completa no modo de nos vestirmos,mas também conheço as delícias que nos surgem depois de um entregue total a Nosso Senhor.
Sou convertida ao catolicismo há um ano,mas o modo como me visto hoje só foi mudar depois de um tempo.No começo foi difícil,me custou muito me desfazer de todas as calças jeans que eu tanto gostava.Mas o fiz,fiz porque sabia que não poderia querer servir realmente sendo ocasião de pecado,fiz pois se não o fizesse estaria pecando pois conhecia a Verdade.Hoje em dia sou muito mais feliz e me sinto muito mais bonita e radiante(também as pessoas percebem isto),me sinto muito mais feminina e muito mais mulher.E os únicos “problemas” que encontro hoje é a dificuldade de encontrar saias e vestidos decentes(estes últimos sempre acima do joelho ou com decotes),e também o fato de me confundirem com protestantes(as pessoas desconhecem o passado católico).
Meus parabéns por este maravilhoso trabalho que estás fazendo,que Deus te ilumine muito e que a Santa Virgem a proteja sempre.
Lucineia Santos
Querida Lucineia,
obrigada pelo comentário. Bem vinda à Igreja! Um ano faz de sua conversão… que graça, a mais bela!!!
Então, te convido a olhar o blog modaemodestia.wordpress.com
Com ele espero levar um pouco à prática esta teoria, mostrando modelos modestos e por tanto femininos e lindos, além de artigos relacionados com este tema! Realmente temos que encontrar pessoas dispostas a nos ajudar a fazer realidade uma loja pois são muitas as pessoas que estão cansadas de sair para comprar roupa e voltam frustradas… as vitrines estão decandentes, parece tudo roupa com tamanho infantil!
Espero contar com seu ardor e sua fé! Para começar te convido a entrar no grupo virtual modaemodestia e assim vamos trocando idéias. Temos que nos organizar para oferecer projetos concretos para muitas meninas que estão passando pela mesma situação!
Obrigada
Salve Maria Puríssima!
Julie Maria
Caríssima Julie!!
A muito não passava por aqui no seu Blog. Peço-lhe perdão por isso! (rs)
E não tenho outra coisa a dizer, a não ser: PARABÉNS!!!!
Neste seu texto, comecei a separar algumas frases que me chamaram a atenção, mas desisti. São tantas e tão valiosas que este meu comentário aqui ficaria o dobro do tamanho do seu texto. (rs)
Mas, não posso deixar de lhe dizer que como homem, tudo que disse, eu assino em baixo. O mundo padece pela falta de Deus na vida das pessoas. A falta de Deus na vida das pessoas começa pela falta de Deus na imagem de uma mulher. Tão sublime é a dignidade de uma mulher, que quis Deus se ‘servir’ de uma,… a mais bela entre todas,… para a salvação de TODA a humanidade. Belíssimo!!! Que fabuloso é o plano e a sabedoria de Deus!
Ah! Como é lindo ver uma mulher verdadeiramente se portando como tal, ou seja, de maneira ADEQUADA em base de sua dignidade tão fundamental e importante para nós, os homens. “… farei para ti uma AJUDA ADEQUADA,…” nos disse Deus no início de tudo. E que bom seria, amiga Julie, se TODAS as mulheres (ao menos a maioria!) pudessem, pensar e agir assim como tu fazes. Ah! Como não nos seria esta tão magnífica AJUDA ADEQUADA que Nosso Deus Supremo e Perfeito nos deu.
Estimada Julie! Continue!! Continue sim, com sua linda e importantíssima missão que Deus lhe deu: de levar a verdadeira dignidade e missão, tão sublime a da mulher de Deus!!
Que bom amiga Julie é ler seus textos. Que bom amiga Julie é ‘ver’ seus esforços por uma humanidade feminina verdadeiramente feminina. A humanidade verdadeiramente masculina lhe agradece, viu?! (rs) Pois tu és a resposta de nossas orações.
Poderia continuar escrevendo aqui até… não sei mais quando, pois me invade uma felicidade no coração, que me faz ter a vontade não parar mais de louvar a Deus pela modéstia feminina.
Você sabes bem, (já o mencionei antes!) de minha particular luta para ‘olhar’ para as mulheres ‘modernas’ com compostura e respeito. (Sic!) Mas a ‘oferta’ atraente e fácil é tanta que a luta e a força a ser aplicada contra é inversamente proporcional para conseguir se manter o equilíbrio.
Pois bem, amiga Julie, caminhemos em frente, na luta em prol de uma dignidade feminina restaurada, protegida e promovida. Podes contar comigo, pro que der e vir. (rs) Já tenho algumas amigas que ‘encaminhei’ até você (seus Blog´s) e que com muita alegria, todas as vezes que as encontro, percebo a tão dita e esperada ‘revolução’ da modéstia, que você tanto luta. Ah! Que felicidade!!!
Que Nossa Senhora possa continuar te guiando, minha amiga, pelos caminhos da pureza e santidade feminina e que seu casticismo esposo, São José, possa nos guiar, nós homens, a viver contemplando a beleza da mulher, sem deixar ou se quer ‘arranhar’ a dignidade feminina.
Abraços e até mais ‘ver’.
André Víctor
Olá André!
Você sabe que seus e-mails muito me ajudam a seguir esta missão. Desde o início você me deu total apoio e eu preciso dele! Não é fácil realmente falar nestes temas indo contra a corrente do que vemos por aí… mas sabe que cada dia vejo que realmente é uma missão à qual eu fui enviada, que não foi algo que eu escolhi e decidi, e sim vejo a mão providente de Deus me guiando, pois cada vez me interesso mais por este tema e vejo a urgência de que as mulheres possam redescobrir o maravilhoso plano divino para elas.
Eu estou no início da caminhada e já vejo tantas coisas de maneira diferente. É preciso dar o primeiro passo, o “fiat” e de aceitar uma nova visão da moda, da beleza, da feminilidade: a nova visão é a eterna visão, que para nós, sempre sera novidade! Deus sempre supera as nossas expectativas!
Obrigada pelo carinho e conto com suas orações. Também rezo por ti e pela missão que Deus te deu. E continue mandando meninas!
Até mais,
PAX
Julie Maria
Ah, agora que eu vi que é no meu blo este comentário… agora estou me dedicando ao “modaemodestia.wordpress.com”. Já passou por lá?
Paz irmão,
JM
Sim! Já ‘passei’ por lá e já tá registrado nos ‘favoritos’. (rs)
Sabe que compactuo com a sua idéia de um ‘loja adequada’ aos padrões da verdadeira dignidade feminina?!
Já até comentei com algumas amigas, que tenho (e vou alimentar isso, viu?!) um sonho de que ao lado de cada paróquia, tenhamos uma loja de roupas para mulheres, em que todas as vestimentas atendam aos padrões da Teologia do Corpo. Não seria fantástico isso?! (rs)
Vamos aguardar… vamos aguardar!!! E rezar amiga. Rezar muito mesmo, pois a nossa força é a oração em Deus!
Abraços e até mais ‘ver’.
André Víctor
Cara Julie Maria,
em primeiro lugar desejo felicitá-la pelo seu árduo trabalho online que acompanho assiduamente.
Tenho um adúvida quanto à modestia no vestir e talvez me pudesse esclarecer.
Desde há muito tempo que procuro sempre ser modesta nas minhas roupas, uso saias até aos pés e camisolas de manga comprida e fechadas, folgadas…procuro estar bonita e ser modesta. Se não estiver vestida para entrar na Igreja então as minhas roupas não são decentes, é este o meu critério.
No entanto surgiu-me há pouco tempo uma dúvida: porque é que nós mulheres católicas não usamos véu na cabeça? Parece-me casto e modesto, até S.PAulo o aconselha numa das suas cartas…poderia dar-me algum esclarecimento?
Muito atenciosamente,
Teresa Martins
PS- Me desculpe se já enviei um e-mail para você com a mesma questão, não tenho a certeza (fiquei sem net nesse momento.)
Querida Teresa, obrigada por escrever! Que alegria saber de mulheres como você que busca ser bonita e modesta! Gloria a Deus!
Então, queria antes de mais nada te perguntar se você conhece o blog modaemodestia.wordpress.com que eu criei para este tema pois tem alguns artigos que eu gostaria de te indicar para ler, por exemplo o texto que fala das orientações da Santa Igreja que pode ser lido aqui
http://modaemodestia.wordpress.com/artigos/orientacoes-sobre-roupas-femininas/
Então, sobre o véu, existe um uso bilenar do véu quando nós, católicas, estamos na Igreja. Este santo costume foi perdido faz pouco tempo mas já nos demos conta que o véu é muito importante e por isso muitas já voltaram a usar, especialmente quem participa da Missa Tridentina. É realmente lindo ver numa Igreja como a de São Bento, em São Paulo, a maioria das mulheres de véu e saia… a beleza do “masculio e feminino” se nota tão claramente e louvamos a Deus por isso, por esta difereça dos sexos que Ele quis para que pudêssemos refletir algo da sua infinita perfeição. Sobre isso o Papa JPII ensina nas suas catequeses Teologia do Corpo (www.teologiadocorpo.com.br), que desde já te convido para participar do grupo de estudo virtual que começaremos dia 27!
Mas aqui no ocidente não existe o costume de andar de véu na rua, ficando apenas para as religiosas este costume, por causa da veste religiosa. Não sei a raíz desta diferença com o oriente, onde muitas mulheres continuam usando o véu, já seja pela religião ou já seja pela cultura mesma do país. Creio que, se usamos o véu na Igreja, já estaremos fazendo a Nosso Senhor muito feliz e voltando a ter este hábito que foi comum para todas as santas da Igreja!!
No entanto temos que ter um cuidado especial com a nossa roupa porque existe uma diferença entre leiga, leiga consagrada (que não usa hábito mas tem os votos) e a religiosa, e a leiga deve então se vestir como leiga, e isso às vezes não é tão fácil como parece, pois como a moda mundana está tão decadente, qualquer saia e manga cumprida pode parecer “freira” e aí é que entra o “gênio feminino”, de nos vestir conforme o estado de vida. Me faz bem o coração lembrar de uma história de São Francisco de Sales: quando ele viu Santa Joana de Chantal pela primeira vez… pela roupa ele sabia que ela era “viuva”… mesmo com 5 crianças do seu lado no banco da Missa! De fato, ela era jovem quando seu marido faleceu por uma bala atirada por um amigo sem querer nele (estavam caçando). E hoje vemos que isso se perdeu totalmente, isto é, a mulher casada não se distingue da solteira e as modas tentam fazer uma “parecer” com a outra já que a velhice é o que todas temem. Então sem se importar de parecer ridícula, seja com “barriga aparecendo” ou a calça estalando de apertada, a moda insiste em padronizar as roupas vulgares para todas nós.
Desculpe a longa resposta… acho que me empolguei!
Tem um blog que trata sobre a importância do véu (na Igreja) e se quiser mais informação pode dizer que eu tento buscar mais sobre o “não usar véu na rua”. Ah! E se quiser entrar para o grupo virtual modaemodestia (não de estudo, mas só de compartilhar os temas), também está convidada!
Abraços,
Julie Maria
[...] “Neste assunto – a pureza – não existe severidade que possa ser tida como exagerada”. [1] [...]