Quase na metado do Ano Paulino cito um dos inúmeros trechos dos ensinamentos inspirados que o Sumo Pontífice Bento XVI está oferecendo-nos por ocasião da celebração dos 2.000 anos do nascimento do Apóstolo São Paulo.
Na abertura do Ano Paulino o Papa Bento XVI na homilia disse:
“Estamos portanto aqui reunidos para nos interrogarmos sobre o grande Apóstolo dos gentios. Não perguntamos apenas: Quem era Paulo? Perguntamos sobretudo: Quem é Paulo? O que me diz? Neste momento, no início do “Ano Paulino” que estamos a inaugurar, gostaria de escolher entre o rico testemunho do Novo Testamento três textos, nos quais aparece a fisionomia interior, a especificidade do seu carácter. Na Carta aos Gálatas ele doou-nos uma profissão de fé muito pessoal, na qual abre o seu coração diante dos leitores de todos os tempos e revela qual é o estímulo mais íntimo da sua vida. “Vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 20). Tudo o que Paulo faz, parte deste centro. A sua fé é a experiência do ser amado por Jesus de modo muito pessoal; é a consciência do fato que Cristo enfrentou a morte não por qualquer coisa anónima, mas por amor a ele a Paulo e que, como Ressucitado, ainda o ama, ou seja, que Cristo se entregou por ele. A sua fé é o ser atingido pelo amor de Jesus Cristo, um amor que o perturba profundamente e o transforma. A sua fé não é uma teoria, uma opinião sobre Deus e sobre o mundo. A sua fé é o impacto do amor de Deus sobre o seu coração. E assim esta mesma fé é amor por Jesus Cristo.”

