O que a geração de “68″ tem para celebrar depois de 40 anos? Olhemos a história recente: Revolução Francesa (política-cultural), Revolução Marxista (política-econômica) e Revolução sexual (cultural-moral). A primeira quis colocar o homem no centro do mundo. A segunda quis colocar o homem como árbitro da sociedade. E a terceira quis colocar o homem como dono do seu corpo. Três revoluções; três catástrofes. Mas como no plano divino não existe mal que não traga um bem maior – e nisso reconhecemos a infinita bondade de Deus – destas três tragédias, conquistamos alguns valores positivos e, o mais importante, vimos florescer uma geração que irá fazer a Revolução: A Revolução do Amor que Cristo nos oferece, a única digna do homem. A única que promete e não falha. A única que sacia a sede de amar e ser amados.
Em 1968 muitos estavam na expectativa de receber um apoio oficial da Igreja pelo uso dos métodos anticonceptivos. Até no interior da Igreja quantas vozes seduzidas pelos critérios mundanos, causaram tanta confusão entre os fiéis. No mesmo ano da revolução, o Vigário de Cristo na terra, Santo Padre Paulo VI, profetizou na sua Encíclica Humanae Vitae, os danos de separar arbitrariamente a sexualidade da vocação ao amor matrimonial e da abertura à vida. A melhor definição que já li desta Encíclica é do escritor David Logan que diz: “é uma das mais belas cartas de amor do século XX… vinda do coração de um homem que estava profundamente enamorado de Deus e da humanidade… a carta fala da necessidade de tratar a cada pessoa com reverência e da beleza do amor entre o homem e a mulher…”
Muitos nem leram a Encíclica e outros continuaram com suas críticas sem fundamentos. Mas teve um jovem bispo, Karol Wojtyla, que abraçou esta Encíclica como este homem a descreveu acima, como uma carta de amor à humanidade. Uma década depois este jovem bispo, já como Vigário de Cristo, pôde nos revelar suas meditações, estudos e conclusões da Encíclica Humanae Vitae, como um dom para toda a Igreja nas suas Catequeses conhecidas como Teologia do Corpo.
Olhando retrospectivamente, quanta admiração pelos misteriosos caminhos de Deus ao me dar conta que, enquanto uma parte da geração proclamava a libertinagem como modelo ideal de comportamento, Deus estava preparando outra geração para nos ensinar como viver o amor à altura da vocação do homem e da mulher, criados à imagem de Deus.
Cabe a nós agora decidir o que faremos com tamanho dom. Vamos aceitar o desafio que este dom exige ou não? Se nós aceitarmos, teremos muito o que celebrar!


[...] Era tão claro o apelo para que isso fosse realizado pela Igreja que o Magistério fez uma “reflexão nova e aprofundada sobre os princípios da doutrina moral do matrimônio” e de fato a Humanae Vitae (HV), colhendo e citando fontes da doutrina e da Tradição da Igreja se coloca um documento profético, tendo presente o seu contexto histórico: o ano de 1968. [...]
[...] e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer [...]
[...] e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer [...]
[...] Em 1968 o mundo estava de cabeça para baixo. A revolução sexual – ou melhor, imoral – fazia acreditar que finalmente estávamos livres e agora podíamos atuar como os animais sem razão. Esta liberdade, mal usada, deu como consequência as piores trágedias que uma geração viu no campo moral. Entre elas o aborto, marca da cultura da morte que ataca a família e a vida com todas as suas forças. Em 1968 a Igreja nos dava a resposta para as chagas desta ‘revolução’: humana vitae! [...]