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seloapostolodavidaAgradeço a Deus e a generosidade do Padre Lodi , defensor heróico da vida humana, em honrar este humilde blog com o Selo “Apóstolo da Vida”. Muito obrigada e que Nossa Senhora, Mãe da Vida, lhe dê a graça da perseverança neste apostolado tão essencial!

Indico, como foi pedido, três blogs que defendem a vida:

VidaeCastidade

Palavras Apenas

Eu Acredito na Família

Aviso

Queridos amigos e visitantes:

Logo após completar 7 meses deste meu primeiro blog, decidi – não sem dor no coração! – fazer um recesso involuntário, pois outros compromissos estão exigindo meu tempo e minha dedicação.

Compartilhando digo que entre eles estão:

- Terminar a tese do meu mestrado em Ciências da Família (estou fazendo sobre o Magistério da Igreja e a ilicitude moral da pílula contraceptiva).

- Dedicar ao apostolado da Teologia do Corpo, ao canal dele no You Tube, e aos outros blogs relacionados a ele.

- Dedicar a divulgar e administrar o novo site Namoro Católico

- Organizar o apostolado Moda e Modéstia ( que também está neste blog)

Desde já agradeço a participação de todos, e os convido a lerem muitos dos artigos que já estão publicados aqui e nos outros blogs que eu participo (no link VISITE que eu tenho do lado esquerdo do blog estão os links) já que a maioria deles são formativos, independente da “atualidade” das notícias.

Peço também sua oração para que eu seja dócil aos planos de Deus para mim!

———————–

Filia Ecclesiae Catholicae,
Julie Maria

Por Julie Maria

Demorou anos para que eu pudesse me olhar no espelho e me achar bonita em roupas sem ser coladas, decotadas, ou simplesmente roupas que não eram chamativas. Mas se eu cheguei a ver isso, então qualquer mulher pode!

É uma experiência única quando acontece a nossa “conversão” neste campo. Mesmo estando ainda no inicio da caminhada – de ser a mulher que Deus deseja – a mudança no meu vestir foi de fato algo como aqueles “antes e depois” que vemos nas revistas de corte de cabelo. Por que­? Porque a mudança no meu guarda roupa foi consequencia da mudança interior, mudança que é antes de tudo, uma graça de Deus.

Até hoje (e como disse, estando ainda no inicio desta caminhada) passei, ou melhor, Cristo me permitiu passar por várias etapas. Cada vez mais me assombro com Sua paciência e delicadeza em me esperar até me mostrar o “próximo passo”, e lógico, com avanços e retrocessos, porque geralmente não somos dóceis a Ele como deveríamos. Ser dócil a Cristo iria nos ajudar muito, e talvez eu não precisasse de 8 anos para ver como vejo agora. Talvez, só alguns meses, ou dias, mas com meu coração duro…

Quando caíram as escamas de São Paulo, ele pôde ver a realidade com o mesmo olhar de Cristo. A realidade (exterior) não mudou. Damasco continuava igual. Mas ele mudou e isso é a conversão: ver com os olhos de Cristo. É a realidade interior que nos dá novos critérios para o viver, a tal ponto que possamos dizer, junto com o Apóstolo, “a realidade é Cristo… é Cristo que vive em mim”. Assim como São Paulo foi ao deserto, continuar e aprofundar a experiência do encontro com o Ressuscitado, de alguma forma, se queremos ser a mulher que Deus deseja, deveríamos também ir ao “deserto”. Em que sentido?

Bom, a maioria de nós não pode ir ao deserto físico, onde os monges fizeram a grande experiência com Deus, mas deveríamos nos forçar, nos violentar – diria São Paulo – para passar por um “deserto” com o objetivo de despoluir nossa visão daquilo que constantemente nos dizem que é “bonito” e “feio”. Isso implica deixar de ver a moda das revistas, da TV, das ruas, dos desfiles, das atrizes, do cinema e aceitar ficar “cega” por um tempo.

Explicarei melhor: vivemos, como no tempo de São Paulo, numa comunidade paganizada. Os católicos são a maioria em número, mas vivem como os “pagãos”, pois longe de ser fermento e sal, se deixaram contaminar por tudo o que a sociedade pagã impõe. Eles não são instrumentos de Deus para melhorar e elevar os costumes, são os primeiros escravos a se submeter aos critérios anti-Evangelho. E a mulher é um alvo constante deste neo-paganismo, que tem vários adeptos, pois eles sabem que destruindo a mulher destroem toda a sociedade.

Então de tanto nos mostrar que vestido colado, blusa decotada, mini-saia, roupa transparente e calça jeans é a maneira de nos vestir, acabamos pensando que isso deve ser verdade. É a tal da lavagem cerebral. É uma maquinação feita com alta produção e marketing para mostrar o feio como belo, a força de repetição.

Então ir ao “deserto” significa nos policiar de tantas imagens contrárias à dignidade da mulher que se nos impõe como “único modelo válido para ser bonita”. Mesmo aquelas mulheres que se acham mais “independentes” são vítimas desta ditadura fashion que busca uma homogeneização de todas nós.

Quer um exemplo?

Olhe as capas de qualquer revista feita para mulher dos 3 últimos anos, uma atrás da outra, e leia o que em cada uma delas nas capas: você se sentira como eu quando fiz isso: se sentirá enganada. Uma e outra vez, repetem a mesma coisa, o mesmo clichê, a mesma modelo, a mesma pornografia, a mesma idéia reduzida da sexualidade, o mesmos 10 segredos de prazer, os mesmos 5 passos para o sucesso… e sim, a única coisa que mudou é que usam mais photoshop! Isso se chama lavagem cerebral. Não adiante mudarem as cores, o estilo: a podridão que está lá não muda. Fomos criadas para coisas belas, belas de verdade! E alegria verdadeira, não uma alegria falsa que só existe no papel.

A vocação da mulher é alta. Alta demais: “Reconhece tua dignidade e viverás como Deus planejou. Assim serás realizada”. Foi isso o que eu escutei no coração e é isso que eu transmito para cada um de vocês que está lendo parte da minha história. O resto é blá blá blá, não para boi dormir, mas para você gastar seu tempo, dinheiro (até se individar!), sonhos e sua vida nestes mentiras hipócritas.

Cada uma terá que descobrir, à luz da conversa com Cristo, como se fará este deserto. Eu vou contar a minha experiência, pois pode ser útil para alguma de vocês, ou porque a partir disso, vocês serão inspiradas a outras formas de “deserto”. E se puder compartir comigo, via comentário ou email, serei muito grata. (modaemodestia@gmail.com)

Lembro que o “deserto” do qual falo aqui não é a meta final, é o “meio” para a meta. Quando os monges iam ao deserto, ele não iam buscando o deserto e sim a Deus, iam buscando encontrar o sentido mais profundo para sua existência. Mas o deserto era o meio para chegar à meta, o próprio Deus. Da mesma forma, o “deserto” que convidamos cada uma viver não é o fim em si mesmo. A meta é clara: ser a mulher que Deus quer que sejamos! Mas para isso é imprescindível o deserto.

O meu deserto exigiu de mim três atitudes até que eu pudesse ter auto-domínio sobre isso (o que aconteceu progressivamente, e não como passe de mágica, e sim como fruto da graça divina e do que eu me vi chamada a fazer). Repito mais uma vez: cada uma, em oração, saberá o que nosso Senhor lhe pedirá para que, através de um “deserto” possamos ir recobrando a visão de Deus sobre nós, sobre nosso corpo, nossa sexualidade e consequemente gerando mudanças bem concretas no nosso guarda-roupa! Quanto mais dócil somos, mais rápido e fácil será.

Para mim foi necessário:

1) Deixar de olhar as capas das revistas de moda (e logicamente de comprá-las)

2) Deixar de olhar vitrines nas lojas ao andar na rua

3) Ir a um extremo e usar roupas literalmente feias para purificar-me (pelo menos um pouco!) de todas as vezes que eu profanei meu corpo, templo da Santíssima Trindade

Pode parecer exagerado ou meio ridículo, mas este foi o caminho que Deus me conduziu para começar esta linda aventura de “ter os seus olhos” e voltar a olhar com pureza o outro e também querer ser motivo de pureza para o sexo oposto. Lógico que “não está tudo feito”. A caminhada é até o fim, a luta até o ultimo suspiro antes da morte, mas existem sim estágios, e estes foram os meus primeiros estágios. Talvez, eu contando um pouco da minha história fará mais sentido porque Deus usou esta pedagogia comigo!

Quando as minhas escamas caíram eu tinha 23 anos. Tinha trabalhado como modelo especialmente no ano de ‘96, em uma capital desfilando para grifes conhecidas. Eu era tão apaixonada pela moda, que voltando dos EUA em ‘94 fui capaz de pagar excesso de bagagem para trazer as revistas de moda que haviam por lá, mas que não chegavam aqui! Não irei contar meu encontro com Cristo, que aconteceu no Jubileu do ano 2000, pois não é o espaço adequado, mas como disse, foi a partir do encontro com Ele que as escamas caíram, e um dos pontos mais afetado por isso foi minha relação com a moda.

Eu percebi então que tinha profanado meu corpo desde os 16 anos com meu modo de vestir; percebi que, com meu critério de chamar atenção dos homens, tinha me vendido a modismos e me tornei ocasião de pecado para muitos deles, além de me desvalorizar como mulher e filha de Deus. Parece que, mesmo quando eu sentia que estava “exagerando”, eu tentava me desculpar, dizendo “todo mundo usa, porque eu não posso”? Na verdade estava longe, bem longe, de compreender o que o Papa Pio XII disse um Congresso de Moda, em 1957:

“Um estilo nunca deve ser uma ocasião próxima de pecado”

“Neste assunto – a pureza – não existe severidade que possa ser tida como exagerada”. [1]

Parece que eu fazia justamente o contrário: todos os meus estilos eram ocasião de pecado. Bom, entrando neste tema, devo fazer um parêntesis para explicar um pouco porque nós, mulheres, devemos ter muitíssimo cuidado com o que vestimos, já que existe na “mentalidade feminista” um falso grito de liberdade que diz mais ou menos assim: “sou livre, o corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser… e não tenho que me preocupar com ninguém!”. Mas não foi para esta liberdade que Cristo nos libertou! Foi para nos fazer servos uns dos outros e nos tornar não pedra de tropeço, mas alter Christus para o nosso próximo. Nós, mulheres, por natureza, temos esta missão que nos vem do próprio Deus: somos responsáveis pelo outro, e temos isso muito mais presente e forte em nós que o homem. Somos assim, chamadas a cuidar do outro, e isso inclui antes de tudo, a cuidar da sua salvação eterna. Longe disso nos escravizar, nos liberta: nos realizamos como mulher ao cuidar dos outros, pois temos a exigente missão de educar o ser humano, desde berço. Então, se a nossa natureza feminina tem algumas qualidades únicas, a dos homens tem outras. Quem não reconhece que o homem é um sexo forte fisicamente. Não é tão bom quanto estamos carregando uma caixa pesada e vem um amigo e diz “quer ajuda?” Que alivio! E ele na maior tranqüilidade leva aquele peso! Deus o fez assim por uma razão muito, muito especial: ele é criado para ser o nosso protetor e guardião, e mais: ele é criado para ser o chefe da sua família! Chefe fracote não dá, né? E eu não estou falando de músculo, estou falando de natureza humana masculina. O homem é mais forte. E que bom que seja assim! Deus assim o quis!

E, nós, mulheres? Nós fomos criadas por Deus para ser feminina, com tudo o que isso implica. Começando por aquilo que é mais óbvio, e que no entanto tentam aniquilar: o corpo da mulher é todo oval, pois está preparado para participar do acontecimento mais belo que existe no mundo: o de ser mãe. A mulher “pela sua natureza física é o próprio vaso da vida. Por isso, toda mulher – devido a sua natureza feminina dada por Deus – tem um certo mistério e sacralidade, que é sua habilidade de cooperar com seu marido e com Deus na sacralidade da criação. Quão apropriado que o sublime e inspirador privilégio da mulher seja reconhecido pelo uso do véu! Este é um costume cheio de significado que infelizmente hoje em dia foi deixado de lado por muitas mulheres da Igreja.”[2]

“Dado que o ensino da tradição Católica sobre modéstia na área da sexualidade requer que a mulher oculte mais seu corpo que o homem, algumas pessoas católicos pensam que isso significa ser injusto com a mulher. Mas mesmo que o ensino da tradição Católica na área da sexualidade seja mais exigente para a mulher, ele não é injusto. Assim como a mulher é o sexo mais fraco na área do poder físico, o homem é o sexo mais fraco na área da sexualidade (no sentido de que o homem é mais propenso a um despertar sexual imediato). E assim como é errado para o homem que ele use seu sua força física para dominar sobre a mulher, é errado para a mulher usar suas características femininas do seu corpo para dominar o homem” [3].

Por isso, o que nos parece até “normal” no nosso vestir (de tanto que vemos por aí – pela força da repetição como falamos antes), não seria normal se pudéssemos estar na pele de um homem. Precisamos ter, mais que nunca, um autêntico amor por ele, para que tenhamos sempre em mente esta sua fraqueza (não por culpa sua), e ter a intenção de elevá-lo para viver o amor também de maneira completa e conforme a sua dignidade. As esposas terão que, na hora do encontro amoroso com o Pai, pode dizer referente ao homem que Deus lhe confiou: “eu te devolvo o meu esposo… como uma pessoa bem melhor do que quando eu o conheci!” E isso é um ato de amor: fazer tudo para que a pessoa cresça como homem, i.e, como filho de Deus chamado à santidade. E as mulheres solteiras ou religiosas deverão apresentar todas as pessoas que passaram por sua vida a Deus, com a paz interior de ter ajudado a todos e encontrarem Aquele que dá o sentido da nossa existência.

Uma maneira bem fácil de elevar o homem é nos vestindo bem, i.e, de maneira digna. Sem dúvida é um aprendizado que devemos estar dispostas a percorrer, e sempre contando com a graça divina: só Deus, em última instância, pode nos dar a graça da conversão, de olhar como Ele olha; de querer ser pura; de querer ser bela aos seus olhos (que não é o mesmo que ser “bela” aos olhos do mundo!), de aceitar o “deserto do olhar”, e de ser ocasião de elevar ao outro, nunca o contrário.

“O feminismo radical (que é contra a mulher!) insiste em que se um homem tem pensamentos imorais por causa da maneira em que a mulher está vestida, é problema dele, não dela. Mas contrariamente ao que estas militantes alegam, homens e mulheres são diferentes, O homem pela natureza, é mais inclinado a reações sensuais através do estimulo visual, e quando a mulher se veste de maneira provocativa ela carrega algo da responsabilidade, se sua imodéstia leva a membros do sexo oposto a ter pensamentos imorais.”[4]

Vamos deixar a teoria e ir para a prática. Vamos entrar num tema polêmico e por isso peço paciência e docilidade das mulheres que desejam descobrir e viver o único plano que pode trazer a sua realização: o plano de Deus!

O que acontece com um homem ao ver uma mulher vestida de calça jeans? Sabemos que a calça jeans é uma peça recente do guarda-roupa (apenas no sec. XX seu uso foi generalizado), tanto para homem como posteriormente para de mulher. Por 1500 anos as roupas eram túnicas e véus. Uma das primeiras propagandas da Levis é um homem com a calça ajudando com sua força uma senhorita com algo pesado! Não iremos fazer uma historia da moda aqui, mas pensem nisso: por 1500 anos a túnica e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer classe social, raça, idade ou religião no Ocidente. Quando ela começou a se popularizar, rapidamente pesquisas de marketing foram realizadas para ver qual a reação do homem frente a uma mulher usando calça. Você sabe o que eles descobriram? Usando uma tecnologia recém-desenvolvida, eles acompanharam o caminho que os olhos do homem percorrem quando vêem uma mulher vestida com calças. Eles descobriram que quando o homem olha para uma mulher de calça pelas costas, eles olham diretamente para suas nádegas. Quando ele olha uma mulher vestida de calca pela frente, os anunciantes descobriram que seus olhos vão diretamente para a área mais íntima e privada da mulher. Não seu rosto! Não seus seios!”[5]

“Os anunciantes se deram conta há muito tempo atrás como aplicar a psicologia Gestalt e a Lei do fechamento (Law of Closure) e a Lei da Boa Continuidade (Law of Good Continuation) ao criar publicidade que tem como alvo o homem. Ótimo, e o que isso significa? Significa que seus olhos irão seguir uma linha, e ele irá completar a imagem com sua imaginação. …Os olhos dos homens irão seguir as linhas até o fim de suas persas e terminar a imagem em sua imaginação. Os olhos das mulheres podem fazer o mesmo, mas, pelo fato da mulher não ter o mesmo tipo de tentação, sua imaginação não completa a figura da mesma forma que os homens fazem[6].”

Muitos homens escreveram pra a autora que publicou esta informação confirmando tudo isso, e diziam “não precisar destas pesquisas para ter certeza que é assim” (corrigir). Eles olham mesmo sem querer: “eles olham uma mulher vestida de maneira provocativa e automaticamente seu sistema nervoso dispara. Os hormônios se afloram. Não porque eles querem, mas porque seus corpos automaticamente soltam hormônios que causam este despertar. Deus os deu esta reação para assegurar a sobrevivência da raça humana, mas eles devem controlar-los e usá-los para o propósito que Deus os criou. A meta da nossa vida é que é assegurar que nós iremos dominar as paixões, de forma que elas possam ser úteis a nós. Por isso eles não podem controlar que o despertar aconteceu, mas eles devem controlar como eles irão responder por isso”[7].

E nós, mulheres, o que temos a ver com tudo isso? Já falamos, mas iremos repetir: temos obrigação de nos vestir, se é que amamos as pessoas como Cristo exige aos seus discípulos, de tal forma que jamais sejamos ocasião de pecado para o outro: noblesse oblige. Somos filhas de Deus, e não existe nobreza mais alta do que esta! Somos todas filhas do Rei!

“As modas de hoje estão todas moldadas para destruir a sensibilidade feminina pela dignidade do seu sexo.[8] Uma profunda tristeza nos abate quando olhamos para a mulher do Ocidente andando praticamente nua… não há duvida, um mentor iniciou durante estas décadas modas que tem como objetivo destruir a modéstia feminina”.[9]

“Nossa cultura está afundada em confusão e escuridão moral, com “cegos guiando outros cegos”! Pessoas com autêntica fé cristã deve se elevar no meio de todos esses erros e sensualismos. Nós temos que nos elevar a um alto nível de vida e cultura nos vestindo com dignidade”.[10]

Como nos elevar? Através de uma autêntica Revolução da Moda. Para isso precisamos unir um grupo de mulheres católicas que, reconhecendo sua altíssima vocação, sejam exemplos em suas famílias, com amigos, na Igreja e possam inspirar a outras a começarem o seu processo de aprendizado: voltar a ser feminina! Nenhum processo está “finalizado”, sempre estaremos aprendendo alto até o último suspiro, mas existe um arranque, um pulo por assim dizer, e para isso é preciso ser fermento, quero dizer, feminina sempre e em todo lugar! Se a mudança é vista pelos outros pela mudança do nosso vestir, antes com certeza ela aconteceu no nosso coração!

De fato, se a primeira etapa é a do “deserto” (purificar o olhar como forma de purificar o coração) a segunda etapa – e m­­ais importante – é ver coisas que são realmente belas: por isso precisamos com urgência encontrar estilistas, costureiras, empresárias do mundo da moda que, sendo católicas, estejam dispostas a unir seus talentos e oração nesta nova revolução.

O que estamos esperando? Temos tanto o que fazer!

Que Nossa Rainha Puríssima nos guie, ajude e inspire! E que São José, seu guardião seja também o nosso!


[1]Pio XII, Sacra Virginitas, n. 51

[2] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 30

[3] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 23. Fr. Regis Scanlon, O.F.M., Homiletic and Pastoral Review, Nov. 1988, quoted in Bainbridge, op. cit.

[4] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37: Patricia Pitkus Baingbridge, M.A., “It´s Not a Big Deal… Or Is It?” in Life Mtters, Vol. III, no. 12, Sep. 2004

[5] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg 49

[6] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 59, 50

[7] Cf. Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 22, 23, 49,50.

[8] Sexo significa, antes de tudo, o ser criado como varão ou como mulher.

[9] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37:

[10] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 51

A Playboy e o Papa

Por Jorge Ferraz

Fiquei profundamente triste quando li esta matéria da Folha de São Paulo. Foi por meio dela que descobri o site da “DASPU”, uma grife carioca ligada à ONG Davida, que tem como missão “[c]riar oportunidades para o fortalecimento da cidadania das prostitutas, por meio da organização da categoria, da defesa e promoção de direitos, da mobilização e do controle social”.

Não vou colocar aqui o site da “putique” – como é chamada a “loja da DASPU” – porque a decência mo impede. Aliás, aos curiosos que se aventurarem a procurá-lo, aviso que desliguem o som do computador, porque as músicas tocadas na “Rádio DASPU” não seriam tocadas, há alguns anos, nem mesmo nas casas de tolerância. A vulgaridade e as letras chulas expostas assim na internet, a um clique de quem quer que seja, sem nenhum aviso de que se trata de material pornográfico ao extremo, são uma amostra da decadência na qual se encontra a nossa sociedade. Às vezes eu tenho medo da internet…

Pois bem. A tal grife se diz, expressamente, “de quem não tem vergonha de dizer quem é e o que faz”: eis aí a inversão de valores dita às claras, e o vício exaltado como se fosse uma virtude. Não sei se isso é uma hipocrisia sem tamanhos ou uma patologia moral inaudita: gostaria muitíssimo de saber quantos dos que trabalham com esta ONG gostariam que as suas filhas fossem prostitutas. Afinal de contas, assumir uma postura diante do mundo que não se admite aplicar a si próprio é, para dizer o mínimo, equivocado. A grife – diz ainda no seu site – “não pretende tirar ninguém da prostituição”, e é essa intenção diabólica que mais me incomoda.

Se é verdade que sempre houve prostitutas, é igualmente verdade – e isto é o mais importante – que elas nunca gozaram de reconhecimento social como se fizessem parte de uma “categoria” de trabalho com a qual estivesse tudo bem. Sempre houve prostituição, mas a prostituição sempre foi considerada por todos como aquilo que ela é: um terrível pecado e uma grave falha moral. Os que acusam a Igreja de ter tolerado a existência de prostíbulos até mesmo nos estados pontifícios – o que é verdade – “esquecem-se” de notar que entre tolerar um mal e dizer que este mal é um bem vai uma distância muito grande. Diante da impossibilidade de se acabar com a prostituição, deve-se portanto reconhecer que ela é um valor a ser defendido e promovido: eis o “raciocínio” de muitos dos nossos dias.

[Aliás, en passant, vale salientar que este raciocínio tortuoso é aplicado para muitíssimas coisas: se não dá para se acabar com as prostitutas então vamos dizer que a prostituição é um direito a ser reconhecido, se existem homossexuais então vamos reconhecer o casamento gay, se não dá para acabar com as drogas então vamos legalizá-las, se não dá para acabar com o aborto então vamos transformá-lo num direito a ser tutelado pelo Estado, etc, etc.]

A Igreja sabe que o homem é fraco e, por conseguinte, que é capaz das mais terríveis quedas caso não se mantenha vigilante, zeloso na oração e assíduo aos sacramentos; no entanto, não deixa de afirmar ousadamente o ideal de santidade que é possível e aos quais os homens, ainda que fracos, são chamados. Clemência, sim, diante do pecador contrito; mas nunca conivência com o pecado. Ao perder o senso moral, ao rejeitar o referencial absoluto, a sociedade moderna parece não ser mais capaz de apontar um ideal de santidade a ser valorizado para além das misérias humanas. Se há misérias, são estas que devem ser valorizadas: se há prostitutas, elas precisam ser integradas à sociedade naquilo que elas são. Não há ideais, não há mudanças possíveis: há somente a realidade humana nua e crua, e é com esta que se deve trabalhar.

Só que a realidade humana “sozinha” é muito triste. Sem a Graça, sem a vida sobrenatural, o mundo é muito feio e, as sociedades, aberrantes. Não há limites para as atrocidades morais das quais são capazes os homens “sozinhos”: negar a existência de um Referencial e entregar os homens à sua própria natureza nunca será capaz de produzir homens bons. Em frontal oposição a tudo isso está a Igreja, com a mensagem do Evangelho e a afirmação – consoladora! – de que a natureza humana decaída não tem a última palavra, e é possível a conversão, é possível uma mudança de vida. Contra esta mentalidade moderna estão aquelas palavras de Nosso Senhor, segundo as quais as prostitutas precederiam a muitos no Reino dos Céus; mas não as prostitutas “praticantes”, mas sim aquelas que ouvissem o Seu chamado e O obedecessem quando Ele disse para que elas não tornassem a pecar.

Por Marta Lago

ROMA, quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- É urgente a promoção de um «novo feminismo» que reconheça o «gênio feminino» e trabalhe pela superação de toda forma de discriminação, adverte o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos.

Quem se fez porta-voz da proposta de João Paulo II foi o cardeal Stanislaw Rylko, ao abrir hoje o Congresso internacional sobre o tema «Mulher e homem, a totalidade do humanum», que seu dicastério promove no XX aniversário da carta apostólica «Mulieris dignitatem».

Foi o primeiro documento do magistério pontifício dedicado por completo à mulher; mantém sua atualidade e é de reflexão obrigatória porque, como alertou o purpurado polonês, presenciamos diariamente a «rápida e profunda transformação dos modelos da identidade feminina e masculina, e da relação entre sexos».

São conseqüência de «novos paradigmas culturais»; entre eles, duas tendências dominantes do feminismo radical, o «empowerment», que pretende defender a identidade feminina «fazendo da mulher a antagonista do homem», e a «ideologia de gênero», que pretende suprimir a diversidade sexual, concebendo-a «exclusivamente como o resultado de condicionamentos sócio-culturais», apontou o cardeal Rylko.

Daí a difusão de identidades masculinas e femininas «extremamente confusas» – observou –, reflexo de uma modernidade sem pontos de referência que substitui a verdade com uma pluralidade de opiniões.

«Esta tendência ameaça e põe em questão particularmente a figura da mãe e do pai», portanto, «a instituição do matrimônio heterossexual e a família biparental», constatou.

Em concreto, alertou que «hoje está em andamento uma grande batalha pela pessoa humana, por sua dignidade e sua vocação transcendental, que se combate precisamente em torno da mulher, do conceito de feminilidade».

Consciente disso, o Pontifício Conselho para os Leigos leva anos companhando «com grande interesse tudo o que acontece no grande mundo feminino no âmbito cultural,social e também político», explicou o purpurado à Zenit posteriormente.

«Como dicastério que se ocupa precisamente dos leigos, estamos especialmente comprometidos ante este desafio que atualmente a Igreja, e sobretudo os leigos católicos, devem enfrentar, porque – insistiu – este desafio antropológico se dirige não só à Igreja em abstrato, mas justamente aos homens e às mulheres católicas.»

Certamente «é necessária uma denúncia da injustiça e da discriminação da mulher, uma denúncia do perigo destes novos paradigmas culturais, promovidos atualmente no mundo no âmbito global, mas sobretudo é necessário um testemunho», apontou.

Tal testemunho se deve traduzir em «um anúncio positivo de que vale a pena viver a própria identidade, masculina e feminina, segundo o plano de Deus, de que isso é belo e dá muita felicidade», afirmou à Zenit.

Em sua intervenção, o cardeal Rylko havia enfatizado o ensinamento de João Paulo II: «Feminilidade e masculinidade – dizia – são complementares entre si, não só desde o ponto de vista físico e psíquico, mas ontológico»; «graças à dualidade do masculino e do feminino o [ser] humano se realiza plenamente».

Nem «igualdade estática e homologante» nem «diferença abismal e inexoravelmente conflitiva»: a relação homem-mulher é natural e responde ao plano de Deus, que é a unidade dos dois «que consente a cada um – escrevia o falecido Papa – sentir a relação interpessoal e recíproca como um dom enriquecedor e de responsabilidade».

A pessoa «existe sempre e só como homem e mulher», acrescentava.

E foi o próprio João Paulo II que convidou os leigos «a tornar-se promotores de um ‘novo feminismo’» que supõe «reconhecer e expressar o verdadeiro gênio feminino em todas as manifestações da convivência civil, trabalhando pela superação de toda forma de discriminação, de violência e de exploração», recordou o cardeal Rylko em sua intervenção.

A força moral da mulher – apontava o Papa Karol Wojtyla em «Mulieris dignitatem» – «se une à consciência de que Deus lhe confia de maneira especial o homem, o ser humano», e se precisa dessa sensibilidade por cada pessoa.

«Daí – apontou o purpurado – surge também um papel particular da mulher na evangelização da cultura.»

De quinta-feira a sábado, o Congresso Internacional – no qual estão representados 50 países dos cinco continentes –, com seus trabalhos, busca afirmar a necessidade de fundar em princípios sólidos, antropológicos e teológicos, toda reflexão orientada a contribuir para uma autêntica promoção da mulher na sociedade e na Igreja.

Bento XVI receberá a seus participantes no sábado.

por Jorge Ferraz

[Publico um capítulo de um estudo realizado pela Universidade Estadual de Goiás sobre crianças e moda, chamado "Mercado de Moda Infantil", que traz algumas considerações bem pertinentes sobre a corrupção da infância. Agradeço ao Rodrigo Pedroso que mo enviou por email.

O original pode ser encontrado aqui e é da autoria da sra. Nadima Chalup Ribas, estudante de design de moda e autora deste blog, em colaboração com o dr. Bento Fleury, professor doutor em Letras e Lingüística.]

Erotização da Moda Infantil

Criancas futuras objeto de uso Um fato que preocupa pais, educadores e a sociedade em geral é a infância cada vez mais curta. É cada vez mais comuns ver meninas na faixa de 7 a 11 anos agindo como verdadeiras moças, ganhar brinquedo é uma ofensa, o presente bem vindo são roupas, acessórios, maquiagens.

As festas de aniversário também mudaram, não existe uma decoração com tema infantil, mas sim festas com DJ’s, luz negra ou então a festa é realizada dentro de um salão de beleza. Criança sempre foi vaidosa, a diferença era que elas colocavam suas vontades todas nas bonecas, hoje não precisam de bonecas, a realidade é mais interessante, elas são as próprias “cobaias”.

O problema tem origens da própria educação dos pais que, na sua maioria, vestem seus filhos, principalmente filhas como adultos em miniatura. Não imaginam o efeito que isso causa em um futuro próximo. Mesmo que alguns pais eduquem seus filhos de maneira coerente, eles acabam recebendo uma grande influência da televisão, a contra educação. O fato não é tão atual, existe uma diferença muito grande na moda infantil antes de depois do programa Xou da Xuxa, exibido na década de 80.

As meninas – as mais influenciadas – não queriam mais saber de vestir vestidos com babadinhos e sapatos. A febre na época eram os shortinhos e as botas, marca registrada da rainha dos baixinhos. A roupa da apresentadora que inspirava sensualidade contrastava com um cenário cheio de elementos infantis. Além de influenciar na moda, o programa também direcionou as crianças ao consumismo e a competição.

Nos anos 90 outra preocupação dos educadores era o então grupo de axé, É o Tchan. A atração do grupo eram as mulheres vestidas com roupas curtíssimas, coloridas e coladas ao corpo dançando com letras de apelo sexual. É obvio que a criança não entendia o significado da letra, mas se deixava levar pelo ritmo e o colorido das roupas das dançarinas.

Nunca uma criança foi tão desrespeitada como naquela época, a tendência da maioria é imitar sim as vestimentas de ídolos, não só as vestimentas, mas também as atitudes. As meninas andavam praticamente semi-nuas, e o pior era o orgulho que os pais sentiam em ver seus pequenos vestidos como os ídolos em programas de TV. Esses programas promoviam concursos de cover infantil e ainda ganhava ibope com isso.

A taxa de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentou consideravelmente, a sociedade se chocava no momento em que acompanhavam dados no jornal da TV, mas de nada adiantava, pois depois do jornal entrava a novela ou programas de auditório com a participação especial desses famosos grupos de axé.

Aproveitando o sucesso que o grupo tinha com as crianças, foram lançados diversos produtos da linha É o Tchan entre brinquedos, cosméticos e roupas. Ou seja, mais uma vez as crianças eram as principais vítimas de grandes empresários sem valores que pensam apenas em dinheiro.

Atualmente, um fenômeno que colabora para a erotização da moda infantil é a cultura do funk. Semelhante ao axé, as letras são de gosto duvidoso e também fazem apologia ao sexo. A criança novamente é seduzida pelo ritmo, as batidas. As roupas também são extremamente justas e curtas, a criança ao vestir a roupa, sente-se mais velha, e para elas, não existe coisa melhor.

O grupo Rebeldes, também tem uma parcela de influência nas vestimentas e no comportamento precoce das crianças. O grupo musical também conta com uma novela que é acompanhada assiduamente por crianças e adolescentes, mas principalmente as crianças. A história se passa em um colégio de classe média alta, os atores que interpretam adolescentes, na vida real, já são adultos. As protagonistas vestem uniformes curtíssimos, o que não seria permitido em um colégio da vida real. Além das roupas as crianças tentam imitar o comportamento intitulado como rebelde, o próprio nome diz tudo.

Fatores sociais também colaboram para o aceleramento dos fatores biológicos, as meninas de hoje entram na puberdade mais cedo.”Esta geração de meninas está tão erotizada, vem recebendo tantos estímulos para ficar moça que o cérebro acaba enviando sinais que detonam a produção dos hormônios mais cedo” afirma Jonathas Soares, ginecologista do Hospital das Clínicas e do Albert Einstein, de São Paulo.

 

Pd Julie Maria: um exemplo trágico destas meninas que estão sendo obrigadas a entrarem no mundo dos adultos, e não naquilo que ele tem de melhor é este vídeo. Se não amamos e deixamos que as crianças sejam crianças, é sinal de que perdemos o respeito pela ordem harmoniosa que Deus criou e o preço a pagar… é caro demais. O contraste da pureza e inocência da menina com o fundo de imagens que ela tem e na “caricatura” que ela se transforma ao se maquiar é assustador. Rezemos.

familiaO site Paternidade Responsável é um centro de formação excelente para os casais que desejam conhecer esta mensagem tão urgente : como viver a castidade cojugal no matrimônio e como aprender o uso do método natural. Além disso, tem artigos sobre varios tópicos para a educação dos filhos, vida familiar, sexualidade, etc.

Para animar os casais deixo esta exortação do Papa João Paulo!

O futuro da humanidade passa pela família!

“É pois indispensável e urgente que cada homem de boa vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família.

Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial neste campo. Conhecendo plenamente, pela fé, o maravilhoso plano de Deus, eles têm uma razão mais para se dedicar à realidade da família neste nosso tempo de prova e de graça.

Devem amar particularmente a família. É o que concreta e exigentemente vos confio.

Amar a família significa saber estimar os seus valores e possibilidades, promovendo-os sempre. Amar a família significa descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los. Amar a família significa empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. E, por fim, forma eminente de amor à família cristã de hoje, muitas vezes tentada por incomodidades e angustiada por crescentes dificuldades, é dar-lhe novamente razões de confiança em si mesma, nas riquezas próprias que lhe advém da natureza e da graça e na missão que Deus lhe confiou. «É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura! É necessário que sigam a Cristo».”

Fonte: Blog Cristo Rei Nosso

Eis aqui um texto do Padre Jaime Tovar Patrón:
Esta breve coleção de textos nos recorda a importância do uniforme sacerdotal, a batina ou hábito talar. Valha outro tanto para o hábito religioso próprio das ordens e congregações. Em um mundo secularizado, da parte dos consagrados não há melhor testemunho cristão que a vestimenta sagrada nos sacerdotes e religiosos.

“SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA.”

“Atente-se como o impacto da batina é grande ante a sociedade, que muitos regimes anticristãos a têm proibido expressamente. Isto nos deve dizer algo. Como é possível que agora, homens que se dizem de Igreja desprezem seu significado e se neguem a usá-la?”

Hoje em dia são poucas as ocasiões em que podemos admirar um sacerdote vestindo sua batina. O uso da batina, uma tradição que remonta a tempos antiqüíssimos, tem sido esquecido e às vezes até desprezado na Igreja pós-conciliar. Porém isto não quer dizer que a batina perdeu sua utilidade, se não que a indisciplina e o relaxamento dos costumes entre o clero em geral é uma triste realidade.

A batina foi instituída pela Igreja pelo fim do século V com o propósito de dar aos seus sacerdotes um modo de vestir sério, simples e austero. Recolhendo, guardando esta tradição, o Código de Direito Canônico impõe o hábito eclesiástico a todos os sacerdotes.

Contra o ensinamento perene da Igreja está a opinião de círculos inimigos da Tradição que tratam de nos fazer acreditar que o hábito não faz o monge, que o sacerdócio se leva dentro, que o vestir é o de menos e que o sacerdote é o mesmo de batina ou à paisana.

Sem dúvida a experiência mostra o contrário, porque quando há mais de 1500 anos a Igreja decidiu legislar sobre este assunto foi porque era e continua sendo importante, já que ela não se preocupa com ninharias.
Em seguida expomos sete excelências da batina condensadas de um escrito do ilustre Padre Jaime Tovar Patrón

1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE

Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.

2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO

Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.
Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.

As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.

3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS

O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.

4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS

A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.
Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.
Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.

Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.

5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS

O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?

6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR

A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.

Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.

7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO

Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.

Estas sete excelências da batina poderão ser aumentadas com outras que venham à tua mente, leitor. Porém, sejam quais forem, a batina sempre será o símbolo inconfundível do sacerdócio, porque assim a Igreja, em sua imensa sabedoria, o dispôs e têm dado maravilhosos frutos através dos séculos.

Vivendo neste momento no estado mais protestante do Brasil – Rondônia-, mais do que nunca sinto necessidade destas duas santas armas para que a Verdade do Catolicismo brilhe nesta terra: pregação e confessionário!

A história comprova que só elas são eficazes! E justamente é o que menos vemos por aqui…

Fonte: e-mail do grupo “Hagiografia”

24 de abril
São Fidélis de Sigmaringa,
Mártir (+ Suíça, 1622)

Nasceu na Alemanha e foi advogado brilhante antes de ingressar na Ordem dos Capuchinhos, onde se destacou pelo zelo apostólico e pela caridade. Sendo designado para pregar na Suíça, devastada pela heresia protestante, serviu-se da pregação e do confessionário para combatê-la eficazmente. Quando converteu dois calvinistas célebres, atraiu de modo especial os ódios de fanáticos sectários que o ameaçaram de morte, sem entretanto conseguirem demovê-lo de prosseguir seu trabalho. Algum tempo depois deram-lhe um tiro de mosquete enquanto pregava, mas não foi atingido e continuou pregando, recusando-se a interromper a missão. Nesse mesmo dia, porém, caiu nas mãos de um grupo de calvinistas e o mataram a punhaladas. Tinha então 45 anos.

Para ler a história completa:
http://www.lepanto.com.br/dados/HagFelSig.html

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